11Set – Um PT sem autonomia partidária
Na postagem anterior vimos que após várias tentativas, a Executiva do PT em Campina Grande finalmente conseguiu se reunir, em caráter extraordinário, para definir a comissão responsável pela organização do PED-2009.
Mas uma questão não pode ser deixada de lado pela gravidade de suas implicações para o futuro do nosso partido nesta cidade. Infelizmente esta reunião já deveria ter ocorrido a um bom tempo atrás, onde várias vezes foi marcada pra encaminhar o processo eleitoral interno, mas que não aconteceu por falta de quorum dos membros da Executiva Municipal. Lembrando que desde o ano passado foi estabelecido um calendário regular de reuniões mensais, mas que não se cumpre tal agenda.
Hoje, quase todos os membros da Executiva estão no governo municipal ou estadual assumindo cargos de confiança. Lamentável é constatar que neste caso, está no poder necessariamente não se reverteu em benefício para o partido, já que as prioridades do mesmo passam a ser ditadas unicamente pela agenda e interesses do PMDB, mais precisamente dos maranhistas.
Esta é uma postura politicamente danosa para o futuro do partido, esta de defender apenas um “emprego” em detrimento dos interesses coletivos. Isso vai de encontro a tudo que construímos ao longo da história de nosso partido. O grupo que hoje detém maioria no partido, com esse comportamento, joga no lixo uma bela história de construção partidária de tantas pessoas ao longo de mais de 20 anos, e transforma o PT em moeda de troca de interesses particulares deixando a sociedade campinense sem um instrumento de construção de cidadania.
O Código de Ética do Partido prevê isso e determina que os membros da Executiva do partido não podem assumir cargos no governo na mesma instância de gestão, ou seja, quem está na Executiva Municipal não pode assumir cargos de confiança no governo municipal e o mesmo vale pra quem é da Executiva Estadual que não pode assim, compor o governo estadual. E não é isto que estamos vendo atualmente no partido, onde passa-se por cima das normas sem nenhum constrangimento. É um vale tudo!
Nosso grupo, que hoje se articula apoiando a chapa encabeçada pelo companheiro Cajá, busca justamente recuperar a autonomia do partido por parte dos militantes, e não por filiados sem nenhum comprometimento nem identificação com os ideais sociais de nosso partido. Atualmente, esta tem sido a prática comum: arregimentar filiados descomprometidos ideologicamente, fazendo valer o princípio nefasto de que basta reunir algumas centenas de filiados no dia das eleições, por meio do que se chama de “cabeças de rede”, ganhar os votos e manter a situação sob controle até a próxima negociação envolvendo cargos de confiança.
Esta situação é intolerável!
Queremos e exigiremos o respeito às normas partidárias que regulam o PED e buscam impedir a utilização do poder econômico nas eleições internas.
Fica registrado aqui a nossa denúncia.
Vamos a luta!
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