01Out - Corrida presidencial

PT – Esforço adicional no primeiro turno

ColunistaMaria Inês Nassif – VALOR

A estratégia eleitoral que vem sendo montada por dirigentes do PT nacional parte de um cálculo que é menos eleitoral e mais institucional: não se trata simplesmente de eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas proporcionar a ela, no caso de vitória, mais conforto do que teve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos. O menor dos problemas da administração petista foram os governadores – inclusive os dos partidos adversários – e essa experiência não recomendaria despender grandes esforços para eleger preferencialmente candidatos do PT. A maior dificuldade, a formação de maiorias políticas dentro do Congresso Nacional – lá, Lula conseguiu base de apoio instável e sem qualidade. Uma bancada petista maior e mais densa seria o fator de governabilidade que faltou aos governos do partido. Articulações político-eleitorais que partem desses pressupostos podem explicar uma tendência quase suicida de dirigentes nacionais do partido de sacrificar candidaturas petistas com chances de vitória não tão pequenas em alguns Estados.

Dentro desse raciocínio, o primeiro e o segundo turno passam a ter uma importância semelhante na estratégia do partido. Dilma Rousseff tem grandes chances de ir ao segundo turno e polarizar com um candidato de oposição, se conseguir tempo suficiente de propaganda eleitoral de rádio e televisão para se apresentar como a candidata de Lula e se credenciar aos votos “lulistas”. A transferência de votos não é, afinal, propriamente uma impossibilidade quando um presidente da República tem uma aprovação que beira os 80%. Uma aliança grande o suficiente para garantir tempo de propaganda eleitoral de rádio e televisão é importante para isso. Mas, mais do que simplesmente ser uma passagem de Dilma para o segundo turno, o primeiro turno define a composição do Legislativo.

Nessas eleições, são renovados dois terços do Senado, uma quantidade de representantes que pode determinar a maioria na Casa pelos próximos dois mandatos presidenciais. Serão eleitos dois representantes por Estado em outubro do ano que vem. Na Câmara, cujos representantes são escolhidos pelo voto proporcional, conseguir uma grande bancada petista depende necessariamente do desempenho do partido nos Estados com mais representantes – São Paulo, em disparado, que tem 70 dos 513 deputados; Minas, 53; Rio, 46 e Bahia, 39. Nessas quatro unidades da federação, concentram-se também quase metade dos eleitores que votarão no sucessor de Lula: 22,35% deles estão em São Paulo, 10,745% em Minas, 8,6% no Rio e 7% na Bahia, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por maior que seja o desempenho do PT no Norte e no Nordeste, por conta da popularidade de Lula, não há como viabilizar a candidatura de Dilma sem ao menos dividir os votos dos tucanos nesses Estados. E é impossível eleger uma grande bancada de deputados sem ter um bom desempenho eleitoral neles.

Essa equação complicada envolve a tentativa de dirigentes de intervir fortemente na eleição paulista, se necessário impondo aos postulantes do partido ao governo do Estado a candidatura de Ciro Gomes (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes – sim, essa hipótese é ainda a que mais atrai os petistas próximos ao presidente Lula porque se aposta que Ciro rivalize melhor com o PSDB em território serrista, porque ele é um candidato que usará o seu palanque de candidato a governador para atacar Serra candidato a presidente e porque isso manteria o deputado fora da disputa presidencial (como isso depende do domicílio eleitoral, esse assunto se resolve em definitivo até amanhã, quando se encerra o prazo legal para que Ciro transfira seu título de eleitor do Ceará para o Estado).

O PT paulista, assim, pode se tornar o alvo preferencial das interferências dos dirigentes nacionais do partido porque o Estado é o mais cotado contendor do PSDB à Presidência, o governador José Serra; é o mais monolítico reduto tucano – o partido de Serra está no poder estadual há 26 anos – ; tem a maior bancada federal do país; e, por fim, porque o petismo, que nasceu em terras paulistas, está em declínio.

O problema é saber como se comportam os eleitores dos atuais deputados petistas do Estado numa eleição que não estará polarizada entre o PT e o PSDB, e para que lado vão os eleitores dos candidatos a presidente sem a carona de uma polarização estadual. Em 2006, o candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, teve 36,7% dos votos; a candidata ao governo, Marta Suplicy, não teve muito menos, ficou com 31,6% da votação. Da mesma forma, os candidatos do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo do Estado, José Serra, tiveram uma votação parecida no primeiro turno – Serra foi eleito com 57,9% dos votos e 54,4% dos eleitores paulistas ajudaram a levar Alckmin para o segundo turno com Lula. A estrondosa votação tucana ajudou o PSDB a elevar a sua bancada federal – elegeu 18 deputados, contra 11 nas eleições de 2002. O impacto sobre a bancada petista da votação do PSDB, no entanto, não foi drástico: o partido fez 14 deputados federais, contra 18 nas eleições passadas. Em 2002 e 2006, os dois partidos que tiveram melhor desempenho para a Câmara dos Deputados no Estado foram as legendas que polarizaram nas eleições para o governo. Se o partido entrar em cena em favor de Ciro, é duvidoso que carregue a mesma bancada federal.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras

E-mail: maria.inesnassif@valor.com.br

PED 2009_02_Fundo Red30Set – Definida agenda de debates do PT paraibano


Algumas informações sobre o PED 2009 e a campanha Luiz Couto Presidente – nº 381 e a nossa chapa: Uma Outra Paraíba é Possível – nº 481:

Tabela Debates PT-PB_02


TAMBÉM:

Dia 16 de Outubro (Sexta-Feira):

Lançamento da Candidatura de Luiz Couto e de nossos Candidatos Municipais em um grande evento em João Pessoa (possivelmente no PIO X).

Contaremos com a presença de lideranças nacional do PT.

por Jackson Macêdo, Sec. Estadual do PT


26Set - PED 2009 – ANO DE MAIS UM PROCESSO DE ELEIÇOES DIRETAS NO PT

Por Jose Valter Medeiros Campêlo

Diretoriano do PT em Campina Grande

Este ano teremos mais uma vez eleições internas no partido dos trabalhadores em todos os níveis: nacional, estadual e municipal. Serão renovadas as direções e eleitos novos presidentes de todos os diretórios.

Em Campina Grande apesar de haverem apenas três projetos diferenciados em disputa, haverá um esfacelamento em um dos grupos permitindo, pelo menos até o momento, a existência de 05 candidatos a presidentes e oito chapas.

O grupo do qual faço parte é o único que não participa dos governos municipal e estadual, pois entendermos que ambos não atendem aos requisitos mínimos para que o nosso partido possa participar de forma digna segundo seus objetivos e sua historia. Falta a ambos os governos um projeto democrático e popular mínimo que justifique a nossa participação.

PT IndependenteUm segundo grupo, ocupa diversos espaços no governo Veneziano e defende a manutenção da aliança com o PMDB no município, mas não tem clareza quanto aos rumos do partido a nível estadual, ou pelo menos, não verbalizaram qualquer opção política para as eleições em 2010. Alegam que o debate deve ser feito em 2010 e buscam fazer a disputa sem deixar clara a sua posição. Não apontaram até agora um necessário balanço de sua participação no governo, ao que parece, querem o bônus da participação em um governo, mas sem nenhum ônus acompanhando. Este grupo tenta disfarçar, mas tem forte componente fisiológico.

O terceiro grupo, vencedor do PED 2007 tem uma pequena participação no governo municipal, mas concentra suas forças no governo estadual e deixam mais clara a sua posição de manutenção da aliança estadual com o PMDB.  Marcadamente fisiológico, esse grupo não se preocupa em debater as grandes questões internas do PT, muito menos as questões políticas que se colocam para o partido na conjuntura próxima. No ultimo PED ganhou as eleições apoiado em forte esquema econômico.

As regras para a eleição são bastantes claras que a proibição do uso de veículos para transporte de eleitores por parte das chapas. Caberá ao partido providenciar esse transporte.

Outra questão relevante diz respeito aos locais de votação. Pela regra do PED deveremos ter pelo menos três locais de votação em Campina, no máximo podem ser seis locais. Esta norma tem a finalidade de garantir o acesso facilitado para os eleitores, sem a necessidade de transporte.

Apesar da existência destas normas, parece que a Executiva Municipal não está interessada em cumpri-la, pois tomou a decisão irregular de apenas termos um local de votação. Parece que a maioria do partido não deseja a participação livre dos filiados. Acham que a dependência das chapas é garantia de favores em troca de votos.

Lutaremos pelo cumprimento das normas partidárias e pela garantia da manifestação livre dos filiados.

Defenderemos as nossas propostas dialogando com os filiados e concorrentes a fim de avançarmos na busca de um partido comprometido com as lutas populares e na defesa das conquistas do governo Lula.

Campina Grande, 25 de setembro.

PED 2009_02_Fundo Cinza

24Set- Processo de Eleições Diretas do PT

Ontem foi o último dia de registro de chapas para concorrer à presidência municipal do partido. A maioria das chapas deixaram para a última hora seu registro, com exceção da chapa POR UMA CAMPINA MAIS DEMOCRÁTICA encabeçada por Cajá, que já havia efetivado o processo no dia anterior.

Este ano surpreende o número de candidaturas na disputa, o que só vem a enriquecer o processo e os eventuais debates que antecedem a eleição. O PED acontece a cada dois anos e esse modelo de eleições internas diretas ainda faz do PT o partido mais democrático do país no que concerne à escolha de seus representantes.

Macaca_01_PEDCinco chapas e oito candidatos concorrem à presidência do PT/CG em novembro de 2009.

Disputam a presidência do PT em Campina Grande: Raimundo Cajá (sociólogo), Eliomar Sarmento (médico), Marcone Tenório (comerciário), Paulo Azevedo (ex-candidato a vereador), coronel PM Mariano, vereador Peron Japiassu, médico Renato Gadelha e o secretário de Planejamento da PMCG Alexandre Almeida.

17Set - Lula

Uma entrevista histórica

Por Luis Nassif

Lula perfil_Fundo cinza_DireitaOs jornalistas do Valor conseguiram registrar a mais importante entrevista até agora dada pelo Lula e um marco na consolidação dos novos conceitos de gestão pública e política daqui para frente. Sem erudição, com seu linguajar simples, Lula simplesmente desenhou o país dos próximos 15 ou 20 anos.

É impressionante a diferença de conceitos expostos por homens de ação, politicos genuinamente intuitivos – como Collor, Covas e Lula – e as firulas retóricas de FHC.

Claudia Safatle, Maria Cristina Fernandes, Cristiano Romero e Raymundo Costa, de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende mandar ao Congresso ainda este ano um projeto de lei para consolidar as políticas sociais de seu governo. A ideia é amarrar no texto da lei uma “Consolidação das Leis Sociais”, a exemplo do que, na década de 50, Getúlio Vargas fez com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Diz que, para este projeto, não vai pedir urgência. “É bom mesmo que seja discutido no ano eleitoral”.

Faz parte dos planos do presidente também para este ano encaminhar ao Congresso um projeto de inclusão digital. “Será para integrar o país todinho com fibras óticas”, adiantou.

Na entrevista ao Valor, concedida na manhã de ontem em seu gabinete no Centro Cultural do Banco do Brasil, o presidente falou por uma hora e meia. Fumou cigarrilha na última meia hora da entrevista e não se recusou a falar de seu futuro político quando deixar a Presidência. “Gostaria de usar o que aprendi na Presidência para ajudar tanto a América Latina quanto a África a implementar políticas sociais, mas primeiro preciso saber se eles querem, porque de palpiteiro todo mundo está cansado”. Sobre uma nova candidatura em 2014, o presidente foi direto: “Se Dilma for eleita, ela tem todo direito de chegar em 2014 e falar ‘eu quero a reeleição’. Se isso não acontecer, obviamente a história política pode ter outro rumo”.

Leia entrevista completa

17Set - Registro de Chapa PED – Municipal do grupo de Cajá

Próximo dia 21 de setembro teremos o  Registro da chapa para o PED-2009 do grupo encabeçado por Raimundo Cajá,  às 11h na sede do PT.

Por uma Paraíba e uma Campina com democracia” é o nome da Chapa.

Grauna_02_CajáBrevemente será lançado o Manifesto com a proposta política do grupo petista, que concorre à presidência do PT em Campina Grande. Até o momento cogita-se a inscrição em torno de 5 a 6 chapas concorrentes, numa disputa bem fragmentada entre as diversar articulações dentro do partido, mas que devem se aglutinnar algumas em torno de 3 chapas provalvelmente.


Em tempo


08h40 – Cajá diz:

Companheirada de uma outra Paraíba é possivel e uma Campina também, o novo quadro de Campina de ontem para hoje.
Os Maranhistas do PT se reagrupam da seguinte forma:
  • Renato Gadelha – apoiado pela atual Presidente e Socorro Ramalho juntamente com outros;
  • Peron Japiassu – Apoiado por Eduardo Bahia, Eurivaldo Araújo e Basílio Carneiro – Esta deve ser a chapa do Palácio do Bisbo já que a outra tem cor e cara do Palácio da Redenção. Esta disputa será entre eles.
  • Outra - Pode até sair ainda outra candidatura pequena entre eles mas sem consistência que devem se agrupar em duas candidaturas.

E correndo por fora:

  • Cajá – A nossa candidatura corre fora desta disputa entre eles. É um cenário positivo para o debate político.
Segunda feira estaremos registrando a nossa chapa: Por uma Paraíba e uma Campina com Democracia.

Abraços,
Cajá

10h48 – Rosário diz:

Peron também confirma sua candidatura

Companheiros,

Conforme avaliações anteriores o Vereador Péron Japiassu confirmou na manhã de hoje na Rádio Correio-FM, o registro de sua candidatura a Presidente do PT aqui em Campina Grande. Estava acompanhado no estúdio por Soraya, Éder, Eurivaldo e Eduardo Bahia. Perón foi questionado pelo  jornalista Marcos Marinho sobre a possibilidade dele apoiar o Secretário Alexandre Almeida. De forma contudente ele respondeu que não, e foi além, criticando as “pessoas que chegaram hoje no PT e já querem ser candidato a presidente”, no caso, Renato Gadelha. Resumindo, atritos entre eles e 4 ou 5 candidaturas, incluíndo a nossa (Cajá), a presidente.

Esse configuração é boa, vamos a luta!

Por Rosário

Estrela_sombra_3

16Set – Democracia já no PED 2009

Ontem, dia 15,  aconteceu  uma reunião da Executiva municipal do partido para deliberar as questões do PED em Campina Grande.

Segundo Pedro Luis (Peu) Secretário do PT Municipal, a Executiva decidiu Comprido_Como é_01_Direitadescumprir a norma do PED que determina que cidades com mais de 3.500 filiados aptos a votar, sejam disponibilizados três locais de votação, uma forma de facilitar o acesso dos filiados no dia de votação. No entanto, a  Eexecutiva Municipal decidiu que haverá apenas um local de votação, com a desculpa das listas de votação.

Há uma questão de democracia envolvendo esta situação. A eleição é organizada em função dos eleitores e das chapas. A intenção do regulamento é facilitar o acesso dos eleitores e diminuir a presença do poder econômico nas eleições, com os famosos ônibus, vans e carros alugados por quem pode pagar.

Não aceitarei a decisão da Executiva e estarei encaminhando recurso à executiva estadual tão logo tenha acesso à ata da reunião.

POR UM PED PARA OS FILIADOS, PELA MANIFESTAÇÃO ISENTA DOS ELEITORES PARA RESPALDAR  AQUELES QUE TIVEREM MAIS REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA,  PELO FIM  DO ABUSO DO PODER ECONÔMICO NAS ELEIÇÕES!

Um abraço a todos.

por José Valter Medeiros Campêlo

Também apoiam a iniciativa: Eudes e Cajá

14Set - José Eduardo Dutra candidato a Presidente Nacional do PT na Paraíba

Dutra fala Coletiva IINosso companheiro Dutra, candidato a Presidente do PT Nacional esteve em João Pessoa na última segunda-feira (dia 14) em evento organizado pela Campanha Luiz Couto Presidente.

Em entrevista ao Bom dia Paraíba da TV Cabo Branco, Dutra pautou questões relacionadas ao PT, Governo Federal, Eleições 2010, Crise no Senado e o Pré-Sal.  Em entrevista coletiva (Hotel Xênius), ele respondeu perguntas de vários jornalistas paraibanos sobre os mais diversos temas em especial as eleições 2010 na PB.

Coletiva

Dutra e Luiz Couto

O ato de lançamento da Campanha na Paraíba (Federação do Comércio), contou com aproximadamente 300 filiados e lideranças do PT, que marcaram presença no ato (Prefeitos, Vices, Vereadores, Deputados, Dirigentes do PT e dos movimentos sociais). Em sua fala Dutra reafirmou a necessidade prioritária na Paraíba da eleição de Luiz Couto Senador da República.

Colaborou: Jackson Macedo – Sec PT Estadual

Faixa 01_Luis Couto-Dutra_02

Ato na Fecomercio

Ato na Fecomercio

Mesa do ato Fecomercio

Mesa do ato Fecomercio

Paulo Fratesch

Paulo Fratesch

Mesa do ato Fecomercio

Mesa do ato Fecomercio

Ato na Fecomercio

Ato na Fecomercio

11Set – Um PT sem autonomia partidária

Estrela Choro_02_Fundo cinzaNa postagem anterior vimos que após várias tentativas, a Executiva do PT em Campina Grande finalmente  conseguiu se reunir, em caráter extraordinário, para definir a comissão responsável pela organização do PED-2009.

Mas uma questão não pode ser deixada de lado pela gravidade de suas implicações para o futuro do nosso partido nesta cidade. Infelizmente esta reunião já deveria ter ocorrido a um bom tempo atrás, onde várias vezes foi marcada pra encaminhar o processo eleitoral interno, mas que não aconteceu por falta de quorum dos membros da Executiva Municipal. Lembrando que desde o ano passado foi estabelecido um calendário regular de reuniões mensais, mas que não se cumpre tal agenda.

Hoje, quase todos os membros da Executiva estão no governo municipal ou estadual assumindo cargos de confiança. Lamentável é constatar que neste caso, está no poder necessariamente não se reverteu em benefício para o partido, já que as prioridades do mesmo passam a ser ditadas unicamente pela agenda e interesses do PMDB, mais precisamente dos maranhistas.

DinheiroEsta é uma postura politicamente danosa para o futuro do partido, esta de defender apenas um “emprego” em detrimento dos interesses coletivos. Isso vai de encontro a tudo que construímos ao longo da história de nosso partido. O grupo que hoje detém maioria no partido, com esse comportamento, joga no lixo uma bela história de construção partidária de tantas pessoas ao longo de mais de 20 anos, e transforma o PT em moeda de troca de interesses particulares deixando a sociedade campinense sem um instrumento de construção de cidadania.

O Código de Ética do Partido prevê isso e determina que os membros da Executiva do partido não podem assumir cargos no governo na mesma instância de gestão, ou seja, quem está na Executiva Municipal não pode assumir cargos de confiança no governo municipal e o mesmo vale pra quem é da Executiva Estadual que não pode assim, compor o governo estadual. E não é isto que estamos vendo atualmente no partido, onde passa-se por cima das normas sem nenhum constrangimento. É um vale tudo!

Nosso grupo, que hoje se articula apoiando a chapa encabeçada pelo companheiro Cajá, busca justamente recuperar a autonomia do partido por parte dos militantes, e não por filiados sem nenhum comprometimento nem identificação com os ideais sociais de nosso partido. Atualmente, esta tem sido a prática comum: arregimentar filiados descomprometidos ideologicamente, fazendo valer o princípio nefasto de que basta reunir algumas centenas de filiados no dia das eleições, por meio do que se chama de “cabeças de rede”, ganhar os votos e manter a situação sob controle até a próxima negociação envolvendo cargos de confiança.

Esta situação é intolerável!
Queremos e exigiremos o respeito às normas partidárias que regulam o PED e buscam impedir a utilização do poder econômico nas eleições internas.

Fica registrado aqui a nossa denúncia.
Vamos a luta!

PED – 2009 / Campina Grande-PB

Comissão organizadora do PED

Em reunião extraordinária realizada ontem, a direção do PT em Campina definiu os membros da comissão que vai organizar o Processo Eleitoral Direto – PED para a renovação partidária, previsto agora para novembro.

Quem são
Soraia Cordeiro, Yan, Vladimir Chaves, Maria do Rosário, Sérgio Bandeira, Lucineide Barros e Ricardo Pordeus.

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